September 02, 2011



Com uma extensa formação e experiência em cinema, Rui Pereira é membro fundador e Presidente da Zero em Comportamento e Director Executivo do CineEco Seia o único festival do género na Europa. Este festival tem como principal objectivo a divulgação dos valores de sustentabilidade, através do cinema e actividades culturais. Nesta 17ª Edição é dada relevância à biodiversidade, energias renováveis, requalificação urbana e alimentação biológica entre outros temas.

Qual foi o projecto mais sustentável em que participou?

Provavelmente, este!

Apesar de me considerar uma pessoa desperta para as questões da sustentabilidade e ecologia, depois de ver tantos filmes sobre esta temática, acho que me tornei quase fundamentalista. Já comecei a aplicar muito mais práticas ecológicas que aprendi nos filmes, em casa e no trabalho. O mesmo se passa com os meus colegas.

Espero que isto também aconteça às pessoas que vão acompanhar o festival.

Que pontos altos podemos esperar para a edição de 2011?

Esta edição constituirá uma mudança significativa no festival, tendo em conta a sua nova direcção e organização. Vão existir mudanças na organização da programação bem como na sua própria linha de orientação. Além de uma Competição Internacional muito forte, destaco a secção Guerrilha Verde, que irá apresentar um conjunto de filmes muito radicais em termos de conteúdo. São filmes que procuram, de forma divertida, chamar a atenção para aspectos específicos do ambiente e da sustentabilidade, como por exemplo o problema da utilização do plástico; a questão da alimentação e da forma como a agricultura caminha para o esgotamento das terras e para a uniformização das culturas; ou as consequências do excesso de utilização de tudo o que são actividades que contribuem para o alheamento da realidade por parte dos jovens (jogos de computador, telemóveis, televisão ou internet, por exemplo).

“Cultiva a consciência ambiental, evita o aborrecimento”. Porquê este tema e o que esperam como resultados para este ano?

É evidente que isto se trata de uma provocação. Aquilo que pretendemos é agitar a consciência das pessoas e lembrar-lhes que a questão do ambiente pode divertida e lúdica, alem de ser importante. É a mesma noção que pretendemos que exista em relação ao cinema e especialmente a este festival.

O Cine Eco Seia é mais do que só cinema. O que incluem os workshops e conferências deste ano?

Este ano vamos ter uma Tertúlia-Debate, intitulada “verdes são os territórios do interior”, na qual se pretende demonstrar que a criação de riqueza nos territórios do interior passa pelo ambiente e pelo baixo carbono, ou seja, por uma aposta na sustentabilidade. Esta tertúlia será organizada em conjunto com a CAOS – Borboletas e Sustentabilidade. Vamos ter também um workshop de Eco-Condução e uma tentativa de dinamização de Car Pooling em parceria com a OCCAM.

Estamos também a trabalhar com a Universidade Lusófona na concretização de alguns workshops, mas que não estão ainda confirmados. O melhor é irem acompanhando a nossa página na internet em www.cineecoseia.org, ou o nosso facebook em www.facebook.com/cineecoseia

De que forma é que os meios digitais podem ajudar a promover o cineeco seia e iniciativas semelhantes?

O digital, onde se incluem desde os emails às redes sociais, é absolutamente fundamental para se conseguir chegar ao maior número de pessoas a custos mais baixos (não apenas financeiros mas também ambientais). Uma das nossas maiores preocupações no CineEco é precisamente o impacto que causamos ao imprimir materiais gráficos (cartazes, folhetos com a programação, convites, etc.).

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