A cidade de Lisboa tem sido o palco para uma série de projectos de sustentabilidade, desde a criação de postos de carregamento para carros eléctricos à realização de estudos de eficiência energética para as infraestruturas passando também por áreas como a protecção do ambiente e a utilização de energias renováveis.

Entre 26 e 28 de Março realiza-se uma nova Conferência Mar, um evento organizado pela Logistel que conta com o patrocínio da Siemens e do Presidente da República. Esta conferência destina-se a reunir no mesmo espaço de diálogo decisores políticos e Empresariais ligados às actividades do Mar e ao Transporte Marítimo. No programa da conferência encontramos também a participação fa Faculdade de Economia da Universidade Nova.
O tema do Mar como recurso para o desenvolvimento económico já foi mencionado neste blog como reflexo da organização da primeira Conferência Mar. Nesta nova edição o tema central é a logística e o mar como recurso para o transporte.
O painel de participantes consegue assim incluir um grupo de pessoas com uma experiência inestimável no campo da logística e gestão de Portos, com exemplos nacionais como o Porto de Leixões e participantes internacionais como o STC Group.
Os desafios que o mar coloca à logística e transporte não se prendem apenas com a eficiência dos navios, em termos de energia gasta em operação e movimentação. Uma das componentes mais relevantes é sem duvida a gestão dos portos, garantido o trafego das embarcações sem que isso resulte em atrasos desnecessários e aplicando técnicas gestão energética que aumentam o rendimento de toda a infraestrutura. O Porto de Leixões é um claro exemplo de inovação nesta área, utilizando as operações de carga e descarga para produzir energia e reduzir os custos de operação.

A Sandbox Network pode ser definida como uma organização que tem por objectivo ajudar as empresas a crescer. Este crescimento passa pela procura de novos modelos de negócio, aplicações mais eficientes da tecnologia e dos serviços e pela criação parcerias. Torna-se por isso relevante acrescenta a este espaço de criatividade o diálogo em torno da sustentabilidade urbana, visto que são estas empresas emergentes que influenciam o panorama do sector privado.
É com isto em mente que se incluiu no Sandbox Network Summit um workshop dedicado exclusivamente à sustentabilidade urbana, graças à presença da Siemens. É necessário fomentar o pensamento em torno da sustentabilidade urbana junto das Startups, pequenas empresas que estando consolidadas procuram investimento ou outros recursos para se tornarem mais rentáveis ou eficientes.
O evento incia-se hoje e pela primeira vez tem Lisboa como palco.Um dos participantes a Susi Partners, foca a sua actividade no apoio a projectos de sustentabilidade, económica, ambiental ou social. Todo o painel de participantes inclui um leque bastante vasto de aptidões e competências, desde o marketing à robótica.
Numa altura em que se procura fortalecer o tecido empresarial português, este género de inciativas é ainda mais importante pela possibilidade de troca de experiências e de conhecimento. Sendo um dos objectivos “remover obstáculos” a um desenvolvimento sustentável do ponto de vista económico e social.
O Green City Index foi criado pela Siemens com o objectivo de poder comparar os niveis de sustentabilidade das diferentes cidades ao mesmo tempo que se identificam tendências e áreas de intervenção.
O índice é composto por um total de 16 indicadores divididos por 8 categorias:
- Emissões de CO2
- Energia
- Edifícios
- Transporte
- Água
- Resíduos e uso de terrenos
- Qualidade do Ar
- Gestão Ambiental
Este estudo foi levado a cabo num total de 111 cidades dividas por 4 continentes. No ranking das cidades Europeias, Lisboa foi colocada em 18º lugar. O estudo deu no entanto destaque ao compromisso português de reduzir as emissões de CO2 em 20% até 2020, ao mesmo tempo que incentivou o investimento em energias renováveis.
No PT Sustentável recorremos com frequência ao Green City Index como forma de avaliar de forma mais correcta a evolução do sector de sustentabilidade urbana e comparar cidades diferentes sob o mesmo fio de prumo.
Este indicador pode também ser usado pelas diferentes cidades para criar uma estratégia de sustentabilidade urbana. Desta forma podem ser criados planos a médio e a longo prazo, focando a cada ano uma das categorias de sustentabilidade para evitar desperdiçar recursos.
Em 2009 abordámos o Green City Index e algumas das considerações mais curiosas que o estudo suscitou. Detectámos por exemplo que os piores resultados eram obtidos na categoria de Energia e que as cidades com o ranking mais alto se situam no Norte da Europa.
O estudo completo e a análise de tendências, bem como o artigo que detalha o indice da cidade de Lisboa, pode ser lido no website da Siemens.
Ao longo do ano vamos certamente abordar novamente este tema, sempre que forem divulgados os resultados de outras cidades ou realizados estudos paralelos.
| Rank | Cidade | Pontuação |
|---|---|---|
| 1 | Copenhagen | 87,31 |
| 2 | Stockholm | 86,65 |
| 3 | Oslo | 83,98 |
| 4 | Vienna | 83,34 |
| 5 | Amsterdam | 83,03 |
| 6 | Zurich | 82,31 |
| 7 | Helsinki | 79,29 |
| 8 | Berlin | 79,01 |
| 9 | Brussels | 78,01 |
| 10 | Paris | 73,21 |
| 11 | London | 71,56 |
| 12 | Madrid | 67,08 |
| 13 | Vilnius | 62,77 |
| 14 | Rome | 62,58 |
| 15 | Riga | 59,57 |
| 16 | Warsaw | 59,04 |
| 17 | Budapest | 57,55 |
| 18 | Lisbon | 57,25 |
| 19 | Ljubljana | 56,39 |
| 20 | Bratislava | 56,09 |
| 21 | Dublin | 53,98 |
| 22 | Athens | 53,09 |
| 23 | Tallinn | 52,98 |
| 24 | Prague | 49,78 |
| 25 | Istanbul | 45,2 |
| 26 | Zagreb | 42,36 |
| 27 | Belgrade | 40,03 |
| 28 | Bucharest | 39,14 |
| 29 | Sofia | 36,85 |
| 30 | Kiev | 32,33 |
- Área83,84 m²
- População545 245 hab. (2004)
- Densidade Populacional6 503,4 hab./km²
- Green City Index lisboawin

