Discutir a inovação

Fiel ao mesmo espírito inovador, a Siemens patrocina a segunda Annual Smart Grids – Smart Cities Conference, que decorre este ano em Lisboa dia 13 e 14 de Setembro.
A Smart Grids – Smart Cities Conference é uma conferência internacional sobre a utilização de redes inteligentes de energia eléctrica, que têm como objectivo garantir a eficiência energética das cidades. Esta segunda edição surge numa altura em que as primeiras experiências de redes inteligentes por toda a Europa começam a permitir tirar algumas conclusões sobre o impacto das smart grids e o potencial que oferecem, sobretudo em ambientes urbanos
Projetos de eficiência energética, como o português InovGrid, e experiências vindas de toda a Europa e Ásia (da China ao Médio Oriente) serão temas de debate ao longo dos dois dias de trabalhos. Entre os oradores convidados está Yannick Julliard, da Siemens Alemanha (Smart Grid Applications), para além de Directores Executivos de empresas energéticas, reguladores e especialistas internacionais.
O encontro foi uma oportunidade para conhecer de perto as melhores experiências internacionais – e perspetivar a evolução de um paradigma que promete mudar para sempre a forma como nos relacionamos com a energia.
Para a Siemens, este é um apoio natural por parte da única empresa mundial capaz de fornecer soluções para toda a cadeia de conversão de energia, desde a geração à distribuição e consumo.
A definição de Sustentabilidade
A palavra “sustentabilidade” tem vindo a ser cada vez mais usada e está distante do seu significado original. Quando falamos em algo sustentável já não falamos apenas de um objecto apoiado ou suspenso. Hoje, a noção de sustentável está ligada à criação e à gestão de projectos que são autónomos, constituídos com o objectivo de serem duradouros e de contribuir para um bem comum.
Uma das primeiras vezes em que se falou de Sustentabilidade foi em 1972 numa conferência das Nações Unidas, ligando o conceito à necessidade de preservar o meio ambiente.
“A point has been reached in history when we must shape our actions throughout the world with a more prudent care for their environmental consequences.” (UNEP)
Com o passar dos anos o conceito de Sustentabilidade alargou-se a todas as áreas do desenvolvimento e hoje em dia surge aplicado das mais variadas formas:
- Sustentabilidade Ambiental
- Sustentabilidade Social
- Sustentabilidade Económica
- Sustentabilidade Corporativa
- Sustentabilidade Cultural
- Sustentabilidade Comunitária
- Auto-Sustentabilidade
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A lista poderia prosseguir.
Há uma necessidade clara em definir melhor o que queremos dizer por Sustentabilidade e exactamente a que campos se aplica a noção de desenvolvimento sustentável. Só assim podemos evitar que a palavra se torne num chavão sem sentido.
O que surge como consensual é a ideia de triple bottom line (people, planet e profit). Ao falar de triple bottom line estamos a referir-nos à sustentabilidade social, criando condições de integração social para todos; à sustentabilidade ambiental por usar materiais, métodos e técnicas que protegem o meio ambiente e à sustentabilidade económica para todos os stakeholders (investidores, membros das organizações, clientes, fornecedores e outros públicos).
Rui Pereira
Com uma extensa formação e experiência em cinema, Rui Pereira é membro fundador e Presidente da Zero em Comportamento e Director Executivo do CineEco Seia o único festival do género na Europa. Este festival tem como principal objectivo a divulgação dos valores de sustentabilidade, através do cinema e actividades culturais. Nesta 17ª Edição é dada relevância à biodiversidade, energias renováveis, requalificação urbana e alimentação biológica entre outros temas.
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Qual foi o projecto mais sustentável em que participou?
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Provavelmente, este!
Apesar de me considerar uma pessoa desperta para as questões da sustentabilidade e ecologia, depois de ver tantos filmes sobre esta temática, acho que me tornei quase fundamentalista. Já comecei a aplicar muito mais práticas ecológicas que aprendi nos filmes, em casa e no trabalho. O mesmo se passa com os meus colegas.
Espero que isto também aconteça às pessoas que vão acompanhar o festival.
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Que pontos altos podemos esperar para a edição de 2011?
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Esta edição constituirá uma mudança significativa no festival, tendo em conta a sua nova direcção e organização. Vão existir mudanças na organização da programação bem como na sua própria linha de orientação. Além de uma Competição Internacional muito forte, destaco a secção Guerrilha Verde, que irá apresentar um conjunto de filmes muito radicais em termos de conteúdo. São filmes que procuram, de forma divertida, chamar a atenção para aspectos específicos do ambiente e da sustentabilidade, como por exemplo o problema da utilização do plástico; a questão da alimentação e da forma como a agricultura caminha para o esgotamento das terras e para a uniformização das culturas; ou as consequências do excesso de utilização de tudo o que são actividades que contribuem para o alheamento da realidade por parte dos jovens (jogos de computador, telemóveis, televisão ou internet, por exemplo).
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“Cultiva a consciência ambiental, evita o aborrecimento”. Porquê este tema e o que esperam como resultados para este ano?
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É evidente que isto se trata de uma provocação. Aquilo que pretendemos é agitar a consciência das pessoas e lembrar-lhes que a questão do ambiente pode divertida e lúdica, alem de ser importante. É a mesma noção que pretendemos que exista em relação ao cinema e especialmente a este festival.
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O Cine Eco Seia é mais do que só cinema. O que incluem os workshops e conferências deste ano?
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Este ano vamos ter uma Tertúlia-Debate, intitulada “verdes são os territórios do interior”, na qual se pretende demonstrar que a criação de riqueza nos territórios do interior passa pelo ambiente e pelo baixo carbono, ou seja, por uma aposta na sustentabilidade. Esta tertúlia será organizada em conjunto com a CAOS – Borboletas e Sustentabilidade. Vamos ter também um workshop de Eco-Condução e uma tentativa de dinamização de Car Pooling em parceria com a OCCAM.
Estamos também a trabalhar com a Universidade Lusófona na concretização de alguns workshops, mas que não estão ainda confirmados. O melhor é irem acompanhando a nossa página na internet em www.cineecoseia.org, ou o nosso facebook em www.facebook.com/cineecoseia
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De que forma é que os meios digitais podem ajudar a promover o cineeco seia e iniciativas semelhantes?
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O digital, onde se incluem desde os emails às redes sociais, é absolutamente fundamental para se conseguir chegar ao maior número de pessoas a custos mais baixos (não apenas financeiros mas também ambientais). Uma das nossas maiores preocupações no CineEco é precisamente o impacto que causamos ao imprimir materiais gráficos (cartazes, folhetos com a programação, convites, etc.).




















